SERÁ QUE EXISTE O MELHOR INSTRUMENTO PARA PREDIÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA?

  • 23 November 2016
  • admin

Desde a infância aferimos o nosso peso corporal como meio de avaliação do estado nutricional e crescimento saudável. Entretanto, na fase adulta, ao iniciarmos a prática regular de exercícios físicos, a pesagem passa a não mais ser uma forma precisa de monitorar as alterações da gordura corporal. Isso porque, ao ganhar mais massa muscular, o peso sobe, mas não necessariamente há ganho concomitante da massa adiposa. Muito pelo contrário!

Neste contexto, procuro desestimular a pesagem regular e peço para que meus clientes deixem para identificar as alterações na composição corporal apenas quando retornarem ao consultório para reavaliação. Difícil, né?

Há muitos anos escolhi trabalhar com a aferição de perímetros (circunferências) e dobras cutâneas, procurando realizar várias medidas para enriquecer o comparativo "antes e depois", mesmo que nem todas as medidas sejam utilizadas para estimativa do percentual de gordura. Entretanto, jamais poderia afirmar que este seria o método mais adequado para todos, pois exige habilidade para aferição, tempo maior para consulta, maior colaboração por parte do cliente e também não poderia ser realizado com obesos, dadas as dificuldades para tomada das medidas,... 

Em função disto, alguns profissionais têm optado por utilizar a Bioimpedância. Nada contra a escolha, pois reforço que cada profissional sabe melhor do que ninguém o que pode ou deve utilizar com seu público. O importante é manter um padrão e garantir um adequando comparativo. 

Como docente, procuro chamar a atenção dos meus alunos para o fato de existirem profissionais que não explicam para seus clientes em que consiste a avaliação por Bioimpedância e nem os preparam para avaliação. Sendo assim, seguem alguns esclarecimentos:

A análise por meio da Bioimpedância se baseia no conceito de que o fluxo elétrico é facilitado através do tecido hidratado (ex. tecido isento de gordura), em função do seu maior conteúdo de eletrólitos. Esta técnica exige os seguintes procedimentos prévios básicos por parte do avaliado(a):
- manter-se em jejum por pelo menos 4 horas;
- não poderá ter feito atividade física nas 24 horas que antecedem a avaliação;
- não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 48 horas;
- não ter feito uso de medicamentos diuréticos nos últimos 7 dias;
- ter urinado, pelo menos, 30 minutos antes da medida;
- não poderá ter fumado nas 4 horas que antecedem a avaliação;
- não poderá estar no período pré-menstrual (Guedes & Guedes, 2003).

Além da técnica escolhida, saibam que existem diversos equipamentos. Qual seria o melhor? Eu não estaria embasada o suficiente para informar.

Mas e se o avaliador resolver mudar a equação? Também não pode! 

Sendo assim, a mensagem principal que este post deseja transmitir é que, independentemente da técnica escolhida para avaliação, para fins de comparação, o avaliado deverá atentar para alguns dos critérios a seguir:
- realize o preparo adequado para avaliação;
- procure ser avaliado no mesmo equipamento e certifique-se de que esteja calibrado;
- procure sempre o mesmo avaliador para não correr o risco de haver alteração de protocolo ou técnica de aferição.

Uma semana cheia de saúde e disposição para todos nós e até a próxima!